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domingo, 8 de abril de 2012

morte

Percorro pelas ruas, desta há muito amortecida terra.
e ouço pessoas a criticar tudo o que erra,
sem sequer aceitarem o perdão de quem o oferece
poder mudar isto tudo, era uma benesse !
vejo mendigos a pedir esmola à porta dos cafés.
aqui é que podia vir o papa para lhes lavar os pés.
abençoar, quem já aos anos sofre da maldição,
já ninguém percebe que todos temos coração.
ando mais um bocado vejo o INEM a passar.
a velhice chegou mais cedo, e já há mais um para operar.
ele não chegou a tempo, acabou por morrer, 
pena têm aqueles que estão cá a crescer. 
Ouço o sino da igreja, amanhã há funeral, 
7 toques, e lá vem a morte espalhar o mal.
Depois de morto, já toda a gente tem pena,
quem vive por mal, anda a fazer um grande esquema.
Chegaram as férias, e via-se toda a gente em harmonia, 
amanhã vai tudo embora, acabou a companhia,
deixam cá quem já não tem muito para contar,
aqueles que perderam tudo, por demasiado amar! 

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